Carlota Wahnon
Eu estava vaguear pela beira-mar sem rumo, sem futuro sem aquele brilho nos olhos que desmascaram o fogo da vida.

Caí no chão sentada que nem um saco de ossos.

Tinha apenas uns calções que… Que fizeram a minha perna, a minha pele, eu, sentir a areia. Eu não estou sozinha. Não estou só, sinto algo. Não me sinto só a mim. A terra sente-me também e não quer que eu vá embora.

Ao realizar isto rebentei um choro dentro mim há muito perdido em cavernas recônditas.

Deitei todas as "kryptonites" para fora e absorvi todo a sal e sol que me rodeavam.

Deixei-me cair para trás e fiquei na berma da água a receber as suaves rebentações das ondas do verão à luz do pôr-do-sol.