Unknown
-Onde é que estamos?
-No 13º andar. Vais apanhar o elevador?

Quem me respondeu foi uma silhueta de luz branca, com uma energia inacreditavelmente forte que emana em todas as direcções.

-Para que andar?
-Não sei, mas este elevador só sobe.
-Boa nunca passei deste andar para cima.

O elevador é uma caixa de vidro com uma imensidão de um nada (ou tudo...) de branco à volta.

As portas abrem-se, estou no 45º andar.
Dou um passo em frente e caio dentro de um oceano, sou uma gota de água, vou com a corrente. Sinto todas as outras gotas, as outras partículas a passarem por mim a uma velocidade estonteante, quero correr com tudo o que me rodeia. Passo por grutas, peixes enormes com dentes afiados, grandes, pequenos, coloridos, assustadores. Passo por corais brilhantes, estou a dirigir-me às profundezas. Uma espécie de baleia com dentes afiados e olhos de cobra abre a boca e deixa-me entrar...
Estou de novo no elevador.

-Quero subir mais! O que há mais?

A caixa de vidro sobe à velocidade da luz. Estou no 739º andar.

Saio do elevador.
Torno-me um ser maleável como água, cristalino, gelatinoso. Estou no meio de uma multidão de seres como eu, cada um com sua cor e sua luz. O meu corpo todo é sensível a cada toque... A todos os toques... Escorregamos e caímos uns nos outros formando auroras bureais. Não há caras, não há palavras, só almas e corpos nus, despidos de qualquer tipo de julgamento. Toda a gente é, e é apenas.
Sinto calor... Gosto... Que viagem... Que prazer... Que sintonia... Parecemos música e poesia sem palavras.

Mergulho no elevador.
A caixa de vidro começa a cair, a cair, a cair... E parte-se no andar zero.
Quero tudo outra vez! Quero tudo outra vez, e mais!

Quando não há elevadores vai-se de escadas.

Bon voyage.
Unknown
Estou num apartamento sem mobília, sujo, com as paredes escritas. Copos no chão, garrafas vazias, e um rádio ligado.
Sorrio... Estou a ser fotografada, mordo o lábio. Não sei quem está por trás da máquina... Os flashes continuam.
Agarro numa tesoura, e começo a cortar o cabelo. Sigo ao ritmo da música.
Acendo um cigarro e tento aproximar-me da máquina que dispara incessantemente. Pensamentos a mil à hora... Quero que me captes a alma, tu, pessoa estranha, guarda-me no rolo da tua máquina, torna-me imortal. Torna a minha roupa rasgada e suja numa peça de arte, mostra as fotografias ao mundo e expõe a minha alma, deixa-me transparente, nua. Páro antes de chegar perto da lente.

- Quem és tu?

Sinto a minha alma quente... Obtenho apenas uma respiração pesada como resposta.
Avanço para a máquina, o flash pára de disparar, ninguém. Fico estagnada...

Vinda de trás, uma mão agarra-me a cintura, outra agarra-me o cabelo curto... Um arrepio percorre-me as costas... Sinto uma respiração quente no pescoço.

- Não interessa. Sou quem quiseres.
Unknown
No meio de um deserto, com um calor de anúncio de refrigerante, um top simples, uns calções indiferentes, música começa a tocar...

Tenho de saltar, tenho de dançar, tenho de esquecer o calor, fecho os olhos, danço com a areia nos pés. Abano a cabeça, o cabelo começa a soltar-se do meu corpo, todo o meu corpo se esquece do calor.

Quando estou no meu auge de euforia, abro os olhos lentamente, e está um mundo de gente à minha volta. Todos vieram dançar, soprar bolas de sabão, usar chapéus estranhos, e maquilhagens originais.

Dançámos todos, com a areia nos pés. O calor já fazia parte de nós, não incomodava, era mais um membro em sintonia.
Unknown
Estava com uma amiga chamada Leonor a conversar, vestidas estilo Goth, mas não é "Ya estavamos vestidas de preto, animal!", nada disso. Goth à séria como manda a lei.
Aparece ao nosso lado o famoso e polémico MM!

Como groupies fascinadas, seguimos o cantor até um local que parecia uma espécie de estádio, com malabaristas, pessoas a fazer bolas de sabão, flores, sol radioso , e à nossa frente um Marilyn Manson com duas pequenas bolas na mão.
-O que é?? - perguntámos as duas em coro ansiosamente.
-São gomas! - com uma voz profunda - Querem experimentar?
Doidas como as galinhas tirámos as gomas da mão dele, comemos e começámos a dançar, radiantes!

-Finalmente, o meu reino está completo!!! - MM
...

Cai um véu preto de seda(somos goths, duh!)do céu em cima da estranha critatura conhecida através da MTV, e como por magia, ele desaparece debaixo do véu ficando este estendido no chão apenas com os relevos sa relva por baixo.
...
Continuámos a dançar góticas como uma raio!

(How random is this?lol)

Conclusão: O açucar das gomas pode provocar danos cerebrais.
Unknown

Na sua quinta, o Senhor Camponês sonhava com algo espectacular, algo que o tirasse da vida do sector primário, e o enviasse para a ciência! O Senhor Camponês era um homem de visão, mas verdade seja dita, o homem nem sequer acabou o quarto ano...

-Era muito dfícil ber pró quadro! A Gertrudes estava sempre birada pra trás, e aquelas mamocas tiram a concentração a qualquer pessoa! Hoje em dia já ainda é mais espetacular, néi? As gémeas da senhora vão até à china, é dficil desviar o olhar... Olhe que eu tento, e não consigo! Tem muitos dotes aquela senhora!

Pois... Mas continuando, o Senhor Camponês, um dia acordou no seu quartinho a cheirar a suvaco matinal, quando teve uma visão:
-O que me bai tirar desta bida, são os meus animais! Bou probar que os porcos boam!

Dito e feito. O nosso amigo começou a cruzar porcos com avestruzes... vou saltar esta parte da descrição... Ora, uma avestruz pôs um ovo, e de lá saiu um Porcastruz!
-É porquinho má lindo do dono! Bamo lá mostrar òs científicos quem é que percebe da científica!
Feliz e contente foi até uma grande cidade e entrou no edifício dos mais prestigiados cientistas do mundo. Depois de chamar toda a gente à atenção, anunciou:

-Bô tarde Schous Científicos, benho em paz!
...
-Ora, benho mostrar aqui o mê Porcastruz, provar que ele boa, e ser o melhor científico do mundo! Ora obserb... obst.. obuserb... beja como este menino boa! Bamos amigo, mostra-lhes o que é capaz!
O Senhor Camponês agarrou no seu animal e atirou-o pela janela com um sorriso na cara.
-Bejam como ele boa!
...
PUM!
O animal morreu porque era muito pesado para voar, e o senhor camponês chorou ao realizar que o que mais lhe importava no mundo afinal não era ser cientista, mas casar com a Gertrudes (apesar de ter à sua frente um porcatruz todo esborrachado, o Senhor Camponês só conseguia pensar naquelas mamocas)! O seu pensamento foi interrompido por dois polícias a algemar-lhe os pulsos.

Conclusão: Falta de fanfa pode MESMO dar a volta à cabeça!
Unknown
Corria eu de um lado para o outro num supermercado a esconder-me de uma gente doida... Atrás de mim, andavam cinco raparigas, que cada vez que me encontravam, partiam uma noz com os dentes e saltavam como macaquinhos aflitos para ir à casa de banho. E eu só pensava o quanto não gosto de nozes!
-Consegui! Uff! Agora já não me encontram, ninguém no seu perfeito juízo vem à zona dos produtos alimentares com desconto, toda a gente sabe que estão fora prazo.
Olho para a esquerda e, previsivelmente, encontro o grupo todo a partir nozes com os dentes e a saltar que nem pulgas em Janeiro!
-Bolas... Não tenho por onde fugir! Vou ter de comer o raio das nozes!

O que se aprende desta história: Há muitas maneiras de saltar! Experimente!